São Paulo – “Já parou para pensar que o Brasil não discute política econômica?”, pergunta o presidente da CUT, Vagner Freitas, ao comentar o que considera total falta de ações do governo pela retomada do crescimento. “Em geral, essa é a grande discussão, a política econômica. O Brasil discute costume, comportamento, moral, religião… E agora inventou-se uma tese que a Previdência é o vilão da estagnação econômica”, observa o dirigente, entrando no assunto que é o principal tema da greve geral marcada para a próxima sexta-feira (14): o projeto de “reforma” apresentada pelo atual governo, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, em tramitação no Congresso.
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Esse governo não vai valorizar salário mínimo. Agora, a valorização não é só importante para assalariado, é importante para a economia. É por isso que a economia está paralisada. Porque não tem nenhuma ação, nem a valorização da aposentadoria, nem políticas para dinamizar a indústria. não tem política de crédito, de juros. No Brasil, não se discute política econômica. Já parou para pensar que o Brasil não discute? O governo não fala. Em geral, nos governos a grande discussão sindical e na sociedade é a política econômica. Você diz que é contra, a favor, os liberais têm uma proposta, os socialistas têm outra. O Brasil não discute. Discute costume, comportamento, moral, religião… E agora, inventou-se uma tese que a Previdência é o vilão da estagnação econômica, e que nós temos de mudar ou acabar com a Previdência para sair da crise. Qualquer economista de razoável capacidade sabe que isso é discurso pra entregar à Previdência para os bancos.
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